Sustentável

Sustentável

23 de abr. de 2024

8 jan 2023 - Relato de presa política em campo de concentração Brasilia

Uma das preocupações centrais de qualquer Democracia é a concentração de poder; é evitar que um grupo ou uma instituição detenha influência e força demais em nossa sociedade. 

Qualquer instância de poder utilizará a regulação estatal do discurso para os seus próprios interesses, ou seja, para eliminar a contestação à sua posição e para preservar o poder.  




Presos políticos acusação Terrorismo -  
Campo de concentração 8 de janeiro 2023 
homens, mulheres, crianças e idosos
(Ginásio da Academia da  Policia Federal - Brasilia)





Já estava condenado a 25 anos por tráfico e o STF concedeu  liberdade provisória em 2020.
2024  continua foragido


https://www.terra.com.br/noticias/brasil/policia/procurado-pela-interpol-e-pf-andre-do-rap-completa-3-anos-foragido,00878e3b64fe94bfeeb58508f29f027cusi3gqwx.html




FICA A PERGUNTA  se não houvesse as redes sociais quem acredita que haveria transparência nas ações do STF, Policia Federal e Exército?

Mesmo com as redes sociais ainda foram e são apresentadas narrativas para justificar essas prisões, condenações e multas .




27 abr 2023    Reflexão sobre Brasil e a democracia




Esse, denuncia, manda a Policia Federal prender, processa e condena.



jan  2023   Narrativa do ex condenado que está no poder e 
deputado federal aliado


////


Ana Maria Cemin – escrito em 27/02/2023 e editado em 1/04/2024

Meu nome é Ana Maria Cemin e entrego para vocês um texto que me foi enviado por uma presa política dos atos do dia 8 de janeiro 2023. 

Chegou para mim em 27 de fevereiro do ano passado e, quando li, os meus olhos marejaram e a garganta apertou. 

Mora “gente dentro de mim”, não tenho vergonha de ser autêntica, nem a minha entrevistada. 

Cumpro aqui a minha missão profissional e o convido a ler essas linhas traçadas a punho por uma senhora cujo nome, antecipo, não vou lhe contar. 


Mas aqui tem história, tem vida verdadeira!


//////////////////////////


“NINGUÉM ME CONTOU, EU VIVI”    

“Depois que você vê os jovens saindo do Brasil, de sua pátria de origem, indo em busca de melhores condições de vida para si e suas famílias. Depois de abençoar o seu filho para seguir a sua vida, o seu propósito em terras distantes, bem longe de você, então aí você pensa em lutar por um Brasil melhor, na intenção de poder ver seu filho retornando um dia.

E foi tomada desse sentimento de patriotismo e civismo, despertado em meu peito pelo presidente Bolsonaro, que resolvi lutar e me unir aos milhões de brasileiros no manifesto pacífico e constitucional do dia 8/01/2023, a qual todos os cidadãos brasileiros tinham o direito garantido de se manifestar pela Constituição Federal.

Esse relato é sobre o fatídico dia 8/01/2023, quando todos nós, os acampados no QG do exército de Brasília, DF, nos unimos numa marcha de 8 km até a Praça dos Três Poderes, na intenção de chegarmos até os gramados e ali fazermos um grande círculo de mãos dadas em volta dos prédios.

Em meio a orações e louvores, pediríamos o código-fonte para esclarecer a possível fraude nas eleições de 2022. Éramos milhões de brasileiros patriotas e suas famílias. Estávamos ali na marcha, volto a repetir, pacífica. Éramos idosos, jovens, crianças, adolescentes, amputados, bebês, cadeirantes, deficientes físicos, autistas etc. Manifestávamos a paixão pelo nosso Brasil, a nossa pátria amada.
Estávamos lá por justiça, honradez e por nossa dignidade.


Infiltrados chegaram antes.

Mas não foi isso que encontramos na Praça dos Três Poderes, pois ao chegarmos perto dos prédios logo vimos a degradação no interior, uma vez que os prédios eram de vidro. Havia, na linha de frente, alguns infiltrados usando verde-amarelo que incitavam o ódio e a violência, características essas de quem não é patriota.

Nossos patriotas tentaram dissuadi-los a não quebrar nada e a não entrar onde já estava tudo revirado e quebrado. Nesse momento, enquanto eu filmava com o meu celular, um rapaz me pediu um isqueiro emprestado para queimar uns panos enrolados que trazia consigo.

Alguns patriotas vendo isso pediram a ele para não queimar nada, pois não era nosso objetivo promover desordem.

Óbvio que ninguém deu isqueiro a ele, mas constatamos mais tarde que ele o fez, pois vimos nos vídeos que ele ateou fogo numa lateral de um prédio.

Cenas de guerra, com bombas e sangue.

A polícia federal nos encurralava com bombas de fumaça, nos obrigando a nos jogar no chão. Uma senhora tropeçou num carrinho de bebê, um amputado com prótese no joelho não conseguia correr. Era uma visão surreal, um filme de guerra, não condizia com a nossa realidade.

Vi quando uma bomba explodiu na cabeça de um jovem e tiraram sua camiseta para estancar o sangue que insistia em correr pelo seu corpo. Outra bomba explodiu quando um senhor foi chutá-la, levando junto a sua panturrilha. Fiquei paralisada vendo aquilo. Ele foi socorrido ali mesmo por outros patriotas.

Vi vários idosos tentando correr sem direção e nós parecíamos mais com bichos acuados, indo ao matadouro. 

A Polícia Federal nos confundia com as bombas que jogavam dos helicópteros e em várias direções. As bombas dos policiais eram jogadas por detrás dos prédios, pareciam que miravam apenas nos idosos e crianças.

Me sentei no gramado, chorando, orando, tentando entender o porquê daquilo tudo. Por que isso estava acontecendo? Por que nos tratavam com tamanha violência? Não tinha essa resposta. Depois de caminhar por 8 km com minhas dores habituais na lombar, joelhos e quadril, sentia-me fatigada pelo sol escaldante e ainda nos tratavam assim. Não! Nada poderia justificar aquilo.

O que eu não sabia é que poderia piorar muito!

Para voltar ao QG do exército, andei mais 8 km me arrastando e sendo ajudada por outros machucados. Logo fomos surpreendidos por uma barreira de militares do exército nos orientando a desocupar a Praça dos Cristais, onde estavam os acampados.

Disseram que podíamos ficar ali até às 7h do outro dia, 9 de janeiro, alegando que não poderiam mais nos proteger a partir daquele horário.

A desesperança e o pânico tomaram conta de mim. Tratei de arrumar as minhas coisas: barraca desmontada, saco de dormir, colchonete, travesseiro e a mochila, de modo que fiquei em estado de alerta até o dia amanhecer.

Enquanto ajudava o pessoal do nosso ônibus a arrumar as suas coisas, vi pessoas desesperadas, não acreditando que teríamos que sair apressadamente.

Então, o segundo pesadelo começou

Fomos obrigados a entrar em ônibus que não eram os nossos (nos quais saímos de nossas cidades), com policiais fortemente armados nos conduzindo para o interior deles. Eram muitos ônibus estacionados e nós estávamos com medo de entrar.

Inclusive, muitas pessoas foram surpreendidas ao acordar e não puderam levar os seus pertences, como alimentos, remédios (a maioria de uso contínuo), produtos de higiene. Enfim, apenas saímos na correria do QG e fomos obrigados a entrar nos ônibus deles.

Ninguém, em momento algum, dirigiu a palavra a nós para explicar o porquê de entrarmos naqueles ônibus que não eram os nossos. Nenhum policial se reportou a nós dizendo para onde iríamos ser levados. Ali se caracterizou uma situação de guerra, pois éramos prisioneiros sendo sequestrados sem direito algum, sem voz de prisão.

No ônibus, vi patriotas em estado de choque, começando a passar mal, pois o pânico se instalava geral entre nós. Rodaram conosco por toda a cidade, o trânsito foi interrompido como se fosse um desfile.

Fomos escoltados por viaturas, carros de militares, motos da polícia federal, helicópteros sobrevoavam junto. Foi disponibilizado um arsenal de segurança do governo em minutos, como nunca se viu numa operação para subir os morros onde vão prender os traficantes.

Caímos numa emboscada

Naquele momento, percebemos que havíamos caído numa emboscada previamente planejada. Depois de um longo percurso percorrido, andando em círculo, nos deixaram no lugar reservado à Polícia Federal, onde pessoas passavam mal, desmaiavam, outras pediam para ir ao banheiro e eram escoltados por policiais.

Passadas algumas horas nesse lugar, presos dentro dos ônibus, fomos novamente escoltados por longo percurso até chegarmos ao Ginásio da Academia da Polícia Federal. Chegando lá passamos por uma revista minuciosa corporal e nas bagagens. Cachorros da polícia farejavam até mesmo as crianças. Estávamos cansados fisicamente e desesperados.

Novamente não nos foi dito qualquer palavra. Os mais idosos e cansados foram se jogando no chão para descansar. E desse jeito o dia passou e a noite chegou. Não havia mais lugar dentro do ginásio da academia, nem mesmo para caminhar entre as pessoas.

Eu e o grupo do ônibus ficamos do lado de fora, ao relento, e entre louvores e orações conseguimos atravessar aquela primeira noite até que o novo dia amanheceu. Foram horas intermináveis de fome, sede, choro, lamentações.

Patriotas começaram a passar mal e os enfermeiros estavam a muitos metros de distância da multidão, logo em frente da Polícia Federal, então a saída para pedir socorro era fazer uma corrente de vozes (ou melhor, gritos). Dizíamos “estão passando mal… estão passando mal” até a informação chegar aos ouvidos dos enfermeiros. Então, eles desciam caminhando e, alguns, reclamando, para só então chegarem ao doente.

De dia, passávamos fome e sede e, à noite, frio. Era a visão de um campo de concentração da gestapo, de Hitler, sim, numa versão dos dias atuais. Soubemos pelas mídias que estávamos lá por ordens do ministro Alexandre de Moraes e de Lula, o presidente.

Ao longo daqueles dias de pesadelo, eu vi dois jovens sofrerem ataque cardíaco e caírem duros no chão. Vi um jovem caído na grama com os pulsos cortados. Presenciamos muitos óbitos.  

Horas intermináveis na fila de triagem

Numa daquelas tardes no Ginásio, fiquei mais de três horas numa fila que chamavam de “Triagem da Polícia Federal”. Eram dois milhares de pessoas naquele local e, sem sucesso, ao escurecer retornei ao grupo do meu ônibus para descansar, no relento.

Não fui chamada para a tal triagem. No outro dia, tudo de novo se repetia: sem comida, sem água, sem banho, sem remédios. Pela frente teríamos apenas o sol forte e a fila gigante. Não fosse um senhor de cabelos bem brancos me segurar, eu teria desmaiado no chão, em meio à fila.


Tive vários ataques de pânico e de choro compulsivo, até que numa manhã começaram a dar garrafinhas de água e um pãozinho. Na sequência, ganhamos um suco de caixinha e uma fruta. No decorrer da semana, ganhamos comida numa embalagem de isopor, com arroz e alguma coisa que era uma espécie de molho que não consegui identificar.

Não tínhamos como carregar o celular, pois a energia foi cortada e, quando a energia voltou, nos dividíamos em milhares de pessoas para carregar uns 30% ou 40% por cento, só para podermos falar com os nossos familiares.

Tortura emocional e psicológica

Como esses dois senhores, que citei anteriormente, pensaram e executaram muito bem a tortura emocional e psicológica! Eram poucos banheiros para milhares de pessoas naquele local. Muitas mulheres, mais jovens do que eu, estavam com seus filhos e, obviamente, eu as deixava passar na frente e, novamente, eu ficava sem banho.

Eu não aguentava mais o meu próprio cheiro. O sol quente, o suor durante o dia e ter que dormir quase um em cima do outro à noite! Então, na madrugada, eu ia no banheiro com uma toalha de rosto fazer minha higiene, mas sem sabonete, xampu ou desodorante. Abandonei os meus pertences para ajudar os colegas com os seus.

Um certo dia, um político, o senador Marcos Do Val, apareceu e falou alguma coisa para a multidão ao seu redor, dentro do ginásio. Logo nas primeiras palavras dele eu percebi que, mesmo sendo o único político a ir lá ver o que estava sendo feito conosco, ele estava lá para se promover politicamente. E, assim, o tempo foi passando. Íamos ajudando uns aos outros.

Cercados por urubus

Aos poucos, começaram a chegar os “urubus de preto”, os advogados que lá apareciam para disponibilizar os seus serviços. Foi só assim que ficamos sabendo que estávamos presos, teríamos que constituir um advogado para nossa defesa para podermos sair dali.

Caiu a nossa ficha, da forma como tudo aconteceu e por que estávamos lá.  Éramos prisioneiros políticos de nosso próprio governo. Toda essa atrocidade, monstruosidade e crueldade era dispensada a nós porque queríamos o código-fonte.

Cada advogado fazia o seu preço para nos acompanhar na Audiência de Custódia, expressão desconhecida e nova para mim. Quem tinha um pouco de bateria em seu celular ia correndo falar com seus familiares amigos para ver o que era “audiência de custódia” e pedir que nos ajudassem.

Estávamos presos e precisávamos dos advogados mesmo não existindo um Boletim de Ocorrência (BO), uma voz de prisão e sequer um flagrante. Nem crime algum cometemos. Novo pânico se instalou entre nós. Éramos trabalhadores em férias, aposentados, crianças, jovens estudantes em férias.

E cadê o dinheiro para pagar o advogado? Pediam entre R$ 1.000,00 e R$ 50.000,00. Em meio a esse surto coletivo, acabamos assinando uma procuração para um advogado nos acompanhar na tal audiência.

Despenteada, sem banho há dias, na audiência

E o tempo foi passando, até que nosso advogado, o Sr. José Carlos, de Brasília, numa manhã nos reuniu e nos levou até o outro lado da rua, para o interrogatório da Polícia Federal. Só vi homens armados nos olhando, como se fôssemos bandidos perigosos, mas eu olhava ao redor e o que via eram idosos debilitados, pessoas com comorbidades visíveis.

Nem podia imaginar que o Brasil inteiro nos via pelas imagens das mídias e pela televisão. Entrei, então, pela primeira vez em minha vida como uma ré e sem qualquer direito.

E me perguntei: Há um lugar assim desse tipo para uma mãe de dois filhos adultos, avó, trabalhadora honesta que sempre pagou seus impostos em dia, mulher de vida e hábitos simples, terapeuta holística, profissional da saúde, reikiana, benzedeira, adepta a meditação há mais de 30 anos?

Sim, eu estou falando de mim mesma. Ali naquele corredor vi meus amigos colegas e patriotas de acampamento pela última vez, quando chegou a minha vez de ser ouvida e interrogada pelo delegado.

Eu estava constrangida por não ter penteado os cabelos, não ter tomado banho durante todos aqueles dias e por ter roupas íntimas sem lavar na mochila. Foi o máximo da humilhação e degradação humana para mim. A revista policial transcorreu assim, com os olhos marejados de ambas as partes, e faltou pouco para a policial me abraçar. O toque de suas mãos em meus ombros me acalentou.

Dali fui encaminhada à sala do interrogatório. Respondidas as perguntas e tirada a foto, me foi dito para esperar no corredor externo. Já passava do meio-dia e eu estava sem alimentação, tendo apenas uma garrafa com água.

Fiquei sentada à espera dos outros que entraram junto na Polícia Federal. Éramos em 49 naquele ônibus. A tarde passando e eu ali sozinha à espera nem sabia mais do quê. 

Ao meu lado, naquele corredor, se juntava a Comissão dos Direitos Humanos e do outro lado a Comissão da OAB. Ouvi quando um deles, da OAB, disse em voz alta “O Xandão nunca vai admitir esses óbitos”.

O corpo em choque muscular

Ouvir aquilo da OAB me deixou atônita e as minhas pernas não se mexeram mais. Fui ao auge da contratura muscular. Perdi o controle das pernas e do quadril. O tempo foi passando e ao final da tarde dois patriotas do mesmo ônibus foram liberados, de forma que agora éramos nós três, juntos na naquele corredor, durante aquelas intermináveis horas.

O nosso advogado apareceu e disse que seríamos levados pelo ônibus da PF para uma rodoviária interestadual, de onde deveríamos seguir para os nossos estados. Estávamos livres. De novo veio o pânico de entrar num ônibus e não saber o que fazer, mas era a nossa única saída.

Nesse ônibus da Polícia Federal, lotado de pessoas que haviam sido liberadas, fomos descarregados literalmente numa rodoviária sob o olhar de helicópteros, carros oficiais da PF e da mídia local.

Fomos largados a nossa própria sorte, abandonados e sem dinheiro, nem para um café. Percorremos os guichês em busca de passagem, mas sem dinheiro em mãos nada era possível.

Nessa situação de impotência, fomos abordados por duas pessoas, um homem e uma mulher, que nos viram e se apresentaram. Disseram que nos levariam para um abrigo, de um padre. Sem muita escolha, seguimos com eles.

Nos alimentaram e nos devolveram dignidade

Ao chegarmos no abrigo, numa cidade satélite, recebemos comida quente, café, banho quente e roupas limpas. Assim pude me sentir gente de novo. Abençoado café preto! Fomos tratados como seres humanos depois de tanto tempo, era a primeira vez desde o dia 9/01/2023. Essas pessoas não nos conheciam, mas eram solidárias.

Havia dentro delas patriotismo e civismo, a mesma motivação que nos levou até Brasília para o manifesto. Olhava ao redor e via que as pessoas resgatadas do campo de concentração mais pareciam zumbis: magras, com olheiras, olhos arregalados, olhar distante e sempre em lágrimas.

Ali, eu pude dormir em um colchonete e com travesseiro, pude carregar o telefone em 100%. O meu objetivo era sair dali e voltar para o meu estado e para minha cidade, onde todos estavam preocupados comigo, sem saber se eu estava viva ou morta.

Não sei dizer por quanto tempo fiquei nesse abrigo, mas um dia uma moça, uma alma abençoada que eu chamo de anjo da guarda, foi lá fazer doações e me reconheceu de algum vídeo feito no campo de concentração.

Ela se aproximou de mim, me tirou de lá e me levou para o seu lar, que ficava a cerca de 40 km deste abrigo do padre. Era um anjo de luz. Me acolheu sem sequer me conhecer, saber meu nome ou de onde eu vinha.

Me abrigou em seu lar sem questionar nada. Fiquei com ela o tempo que eu precisava para organizar os meus pensamentos, resgatar a minha estabilidade emocional para poder voltar com segurança para meu estado, minha cidade.

Hoje sigo a minha vida. Agora, vivendo um dia de cada vez. Tento ver o lado bom e humano das pessoas e, por outro lado, a cegueira de outras tantas.”



Ana Maria Cemin  apresenta outros relatos de presos políticos de 8 de janeiro  2023.









Juiza Ludmila Lins, refugiada política nos EUA



Cleriston  Pereira  , empresário morto, estava preso desde 8 de janeiro 2023
morreu s em 21 de novembro 2023 mesmo apresentado comprovantes de problemas de saúde graves  (cardíaco, diabético)


















https://bureaucom.com.br/

Nota    esses relatos estão sendo compartilhados no Brasil, Espanha, Inglaterra, Portugal.



#8DEJANEIROANISTIA 
#BRASIL
#DIREITOS HUMANOS 
#LIBERDADEDEEXPRESSÃO
#LIBERDADEPARAOSPRESOSPOLÍTICOS
#8DEJANEIROPATRIOTAS

15 de abr. de 2024

Liberdade de expressão, aula de Fernando Schüler (09 abr 2024)


A liberdade de expressão se tornou uma ideia inconveniente?  (Fernando Schüler)





Video   Fernando Schüler  homenageado com o  Prêmio Liberdade de Imprensa 2024 (09 abr 2024)


O Prêmio Liberdade de Imprensa foi criado pelo IEE em 2007, com o objetivo de homenagear indivíduos dedicados ao desenvolvimento do pensamento crítico e à defesa e valorização da liberdade de imprensa.



JUSTIÇA NO BRASIL

Temos que discordar do ex ministro da Justiça Dino  que verbaliza que o Brasil está doente.

Doente em estado terminal está a Justiça com suas interpretações e narrativas. 

Uns são  PRESOS   sem o devido processo legal  porque há  "suspeitas" mas com o descuido judicial  OPORTUNISTA E INTIMIDADOR   de verem seus nomes escancaradas nas mídias parceiras .

A JUSTIÇA  hoje é  a vergonha nacional.
























PRESO EM 8 JAN 2023 O empresário baiano Cleriston Pereira da Cunha, de 46 anos, morreu na manhã desta segunda-feira (20 nov 2023) no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Não teve a clemência que muitos criminosos condenados tiveram e têm.

Cleriston fazia uso de medicamentos para diabetes e hipertensão, e já havia sido atendido no serviço médico da Papuda por sintomas de Covid-19




DICA DE LEITURA

Fernando Luís Schüler (Porto Alegre) é um filósofo, professor universitário, articulista, cientista político e consultor de empresas e organizações civis nas áreas de cultura e ciências políticas.

Schüler é curador do projeto Fronteiras do Pensamento, que promove debates com pensadores internacionais a fim de abordar temáticas contemporâneas.






ELEIÇÃO 2024 

O que está em jogo nas eleições municipais deste ano?
A realidade dos municípios, o peso da polarização nacional, as principais agendas em disputa e os impactos para 2026.










29 de mar. de 2024

Eleição Municipal 2024 e a cultura da boataria em S.C.Sul

CIDADANIA  é exercida diariamente, não apenas em ano eleitoral.

DICA  
A denuncia cidadã sobre ocorridos  em nossa  rua, nosso bairro e inconformidades na prestação de serviços públicos  vale quando é colocada para conhecimento da ADM e do Legislativo para ações corretivas e caso seja ignorada próximo passo o MP  não deixando de compartilhar com outros moradores formando uma rede cidadã para aquilo que está interferindo em nossa qualidade de vida.

DENUNCIA por escrito sempre acompanhada de fotos e ou videos para validar nosso argumento.



ANO ELEITORAL
A  maior parte das fake news na cidade não é criada por agências ou jornalistas (claro que há uma minoria que se presta a isso constatado na eleição de 2012 e de novo em  2016)  mas por pessoas que trabalham em campanhas políticas   e  a gente compartilhando  acaba colaborando para esse circulo vicioso que é cargos públicos x indicação partidária /  eleitoreira.


Fake news  = noticias falsas disseminadas de forma deliberada para a desinformação e boataria.







As noticias falsas são escritas e publicadas com a intenção de obter ganhos financeiros (ninguém faz de graça a menos que tenha desvios no seu comportamento  social) ou políticos/partidários.

Manchetes sensacionalistas via jornal impresso, televisão e hoje  as redes sociais  favorecem pelo número de leitores e compartilhamentos.



ELEIÇÃO SÃO CAETANO DO SUL

A cada nova eleição fica  evidenciada a cultura fake news e nessa embarcam até profissionais de comunicação, como foi explicitado de forma vergonhosa na eleição de 2012 talvez para garantir o salário do mês com manchetes, flagrantes frente a delegacias, incentivando a disseminação de boatarias pelas mídias onde estavam locados. Para esses foi um sucesso mas para a cidade UM DESASTRE ADMINISTRATIVO  de janeiro 2013 até 30 dez 2016.

Em 2016  embarcaram nessa logística  pessoas numa proporção menor  mas valeu a máxima "qualquer coisa para ter a cadeira pública".    
E mais uma vez S.C.Sul foi  manchete porque não tiveram o cuidado de pesquisar candidatos com comportamento venal e toda uma rede silenciosa de apoio . Uma vergonha a quem se presta a esse convívio humano. 
Esses candidatos perderam mas  a cidade de S.C.Sul ganhou porque a pandemia do virus chinês de 2019 mostrou a cidade com a infraestrutura da SAUDE adequada.

Muitas vezes mais que o cargo de Prefeito e  vereador são aquelas pessoas que  já antevendo que não continuarão exercer cargos comissionados  e outros se esforçando muito para estar na ADM a qualquer preço (SEGUNDO E TERCEIRO ESCALÃO).

E em 2024  muitos  já de "boca aberta" para continuar a jurássica fórmula que não contribui para disseminar informações que levem eleitores à reflexão da importância do VOTO RACIONAL e as consequências para os  próximos 4 anos para a cidade.


O resultado dessa boataria, do  denuncismo digital ?   muitos conseguirão pelo mérito da aliança eleitoreira estar em cargos públicos na ADM ou anexados em ADM circunvizinhas e até em Legislativos municipais, estaduais e federais, outros amargando a frustração de não estar em cargos  públicos.

Muitos se perguntam:  mas durante o período eleitoral estão em lados opostos e pós eleição se juntam todos no mesmo bloco?

Bloco  das assessorias I, II, III................................... e todos garantem salário para si ou para seu familiar ou agregado familiar.  E não mudam só giram e sentam nas cadeiras públicas.



Antes de compartilharmos devemos analisar quem é o autor da notícia. Tem credibilidade?  sim?  não?





27 de mar. de 2024

Eleição municipal 2024 x voto racional

ELEIÇÃO 2024

A eleição para presidente  fez retornar EM JANEIRO 2023  o vício que muitos teimam em alimentar do "TOMA LÁ DÁ CÁ",   "QUE VANTAGEM EU LEVO NISSO EM DETRIMENTO DO COLETIVO" e deu para nós a dimensão da importância do VOTO RACIONAL para a eleição 2024, que  vai eleger Prefeito e  vereadores para  São Caetano do Sul.










VOTO  RACIONAL  RESULTA EM AÇÕES PROATIVAS.

Durante a eleição  para Governador, opositores discursaram   "não é de São Paulo",  "militar" , argumentos que se contrapuseram com trabalhos públicos realizados. 







Governador Tarcísio de Freitas realizou ações em São Sebastião em 1 ano    comparado à ineficiência de Geraldo  Alckmin em décadas com promessas eleitoreiras.







Geraldo Alckmin  ex  PSDB ,   atual PSB, triste figura para se manter no poder.











Sugestão de leitura    Partido PSD (Kassab) em São Caetano do Sul












.
FEVEREIRO 2024 - CORRIDA ELEITORAL  Não causa mais nenhuma surpresa que ainda hoje muitos insistem nos folhetins, nos mimos antecipados entregues casa a casa objetivando MARCAR O NOME,  um batalhão de pessoas contratadas para pesquisas porta a porta, e nós eleitores?

PREFEITO, não é hora de termos candidatos que não queiram se limitar a gerenciar a cidade e as obras em andamento. Nem todos os candidatos tem esse perfil, muitos sonham com o deslumbramento do cargo.

PREFEITO,  ficar longe daqueles QUE APELAM EM ANO ELEITORAL PARA O EMOCIONAL, PARA QUANTO PIOR MELHOR,  que se aventuram  em "vou consertar", "discursos emocionados que venham denegrir trabalhos realizados só para se colocar como  opositores sem serem propositivos .

VEREADOR, COMO ESCOLHER?     Será que vale candidato que interfere  para  assunto individual solicitado pelo  CIDADÃO, mesmo sabendo que é um DIREITO TER UM BOM SERVIÇO PÚBLICO,  MESTRES NA   na velha formula do "voto de cabresto"?

VEREADORES CRÍTICOS EM ANO ELEITORAL,    críticos com gastos municipais, mas votou a favor do aumento de numero de vereadores, de 19 para 21 favorecendo a continuidade do corporativismo.



SUGESTÃO AO ELEITOR

  • Pesquise quem sãos os caciques nacionais dos partidos que disputarão a eleição 2024.
Por que? 
A corrida municipal vai dar o panorama de como será a ELEIÇÃO para presidente,  governador, deputado federal e estadual.


  • Pergunte ao candidato à reeleição   VOCÊ VOTOU O AUMENTO DE VEREADORES?   

Quanto custa um vereador para a cidade   (PAGO PELOS moradores , empresários e comerciantes)?


1 VEREADOR x   714,28 m2     lembrando que parte da m2 é área    degradada /  terreno baldio, imóveis  sem uso a décadas.

Dados do  Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, de setembro de 2022 a agosto de 2023 A CÂMARA DE VEREADORES DE SÃO CAETANO DO SUL  alcançou R$ 2.810.987,13 considerando  165.000 ha o custo  por  habitante é de  R$ 322,41.


Se considerarmos o custo médio da região ABCDRRM (Santo Andre, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul,  Diadema, Ribeirão Pires, Rio Grande da  Serra, Mauá)  o custo é de R$ 104,60.


  • CANDIDATOS A VEREADOR, você e seu partido estão de acordo em VOTAR no primeiro ano ações legislativas para que o custo médio seja de R$ 150,00 x hab (per capita)?

O candidato e o partido podem argumentar que o CUSTO ESTÁ DENTRO DA LEI, mas FICOU PROVADO com a VEREADORA DO PARTIDO NOVO  que é possível legislar com CUSTO MENOR aos cofres públicos.

Se, um vereador e seu partido demonstram que é possível, cabe aos outros vereadores e partidos  adotarem  essa iniciativa cidadão.



Sugestão de leitura    Gastos legislativos  (2017)




  • CANDIDATOS  "LINHA BEGE"


 

Sugestão de leitura



  • VEREADORA seguiu a proposta do Partido NOVO  dando visibilidade aos gastos com gabinete

Mas o convencimento do SISTEMA a fez VOTAR A FAVOR DO AUMENTO DE CADEIRAS DE 19 PARA 21.

convencimento por mudança de entendimento ?    
mudança de partido?  
ter futuro cargo comissionado?

o tempo dirá




05 mar 2024  compartilhada por Roberto Canavezzi

CARTA ABERTA AOS VEREADORES DE SÃO CAETANO
Senhor Vereador
Na qualidade de cidadão, de forma respeitosa, venho a vossa presença, expor uma situação que tem me incomodado, e que gostaria de compartilhar com o senhor, e seus pares.
Trata-se dos gastos da Câmara Municipal, que segundo o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, de setembro de 2022 a agosto de 2023 alcançou R$ 2.810.987,13, representando um gasto per capita de R$ 322,41, lembrando que o custo médio da região é de R$ 104,60.
Enquanto o gasto per capta de São Caetano é R$ 322,41, em Diadema, 107,59, Ribeirão Pires, R$ 103,85 e em Mauá, R$ 79,69. Nossos custos podem até ser legais, mas comparados aos outros municípios são imorais.
Como se não bastasse, a partir da próxima legislatura, teremos o acréscimo de mais dois vereadores, então serão 21 vereadores, numa cidade de 15 Km², o que significa um vereador para cada 714,28 m², o senhor percebe a incoerência?
Considerando-se uma população de 165.000 habitantes significa que teremos um vereador para cada 7.857 habitantes, o senhor percebe a incoerência, muitos vereadores, para um pequeno grupo de moradores, que devem arcar com seus impostos os custos astronômicos de uma casa legislativa, com o maior custo per capta do ABCDRMP.
Portanto peço que no mínimo reflita sobre o assunto, seria salutar que medidas para a redução dos gastos fossem propostas.
Consultem seus eleitores sobre os gastos da Câmara, eles dirão que existe exagero sim, e essa sangria aos cofres públicos, esse desrespeito com os contribuintes, não pode continuar.
Vereador não se intimide, não queira justificar o injustificável, nos represente, se antecipe a uma revolta popular, não manche a sua biografia.
Roberto Canavezzi
Nota: Se você é morador da cidade, e também não concorda com os gastos excessivos da Câmara, se posicione, tome uma atitude, escreva para o seu vereador, manifeste-se pelas redes sociais, essa luta não é só minha, é de todos nós.

https://www.facebook.com/vera.botteon/posts/7585653494884280?notif_id=1711289815756442&notif_t=share_wall_create&ref=notif