Sustentável

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7 de out. de 2013

Educação ensino médio em São Caetano do Sul


Lambança Municipal  – a pseudo construção do currículo do ensino médio que ocasionou a indignação de alunos e pais das escolas municipais em agosto/setembro de 2013. 

Querer impor mudanças de forma arbitrária, comunicado assinado “pela Diretoria”. 

Distribuído o tal "assinado pela Diretoria" foi imediatamente acatado pela EME Vicente Bastos  (ensino médio regular desde 2007), com "vendas nos olhos" pela sua direção tratou com presteza em atende-lo.  ERRADO.

Algumas reflexões: 

Não gosto  da postura da Secretária em exercício, Sra.  Ivone Braido Voltarelli,  que nesse episódio teve uma postura digna de "+1 beijão mão", e ao mesmo tempo  declara frase de “efeito marketeiro” na entrega dos tablets  :  “O educador nunca desiste de sua missão, por mais difíceis que sejam os seus desafios. E esta missão é a mais importante do mundo, a de educar nossas crianças, nosso futuro”. 

E devemos agradecer termos o Sr. André Stábile, diretor do CECAPE  à frente dessa missão organizacional da adequação do currículo de ensino médio esclareceu aos presentes as próximas ações educacionais.

E esperamos que o Secretário Municipal de Educação, Professor Daniel Contro que trouxe uma oxigenação junto aos educadores e profissionais da Educação às voltas com uma gestão quase catatônica, volte logo.

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São Caetano do Sul já atende 100% no ensino fundamental, fruto dos investimentos realizados nos últimos 20 anos e uma das mais cobradas que foi a municipalização das escolas de São Caetano do Sul. 

Passo seguinte e natural :  a excelência na Educação – ensino médio.

A manifestação estudantil na EME Prof.ª Alcina Dantas Feijão deixa claro que houve um abismo entre o que se entende por  reforma curricular do Ensino Médio e o  comunicado “da diretoria” que causou indignação a estudantes, familiares e chegou às redes sociais.

Sem demora, o CECAPE promove reunião esclarecedora que pelo relato dos que lá estiveram ficou claro que “o logístico político – mente brilhante” que elaborou o  comunicado “da diretoria” realmente é um e/ou uma “completa sem noção”.

Ficou claro na reunião realizada no CECAPE que é imprescindível convidar para a discussão do currículo aqueles que são e continuarão sendo responsáveis por transmitir os conteúdos e habilidades que estão no papel parece natural, professores e profissionais da Educação.

Mazela na Educação Municipal de São Caetano do Sul:  a nomeação em cargos de confiança pessoas para serem “diretores de escola”.

Devemos lembrar a essas pessoas que foram  nomeadas em cargos de confiança, em Educação a sua responsabilidade em acatar e/ou não acatar medidas educacionais de caráter meramente político. 

Cargo de confiança :    não se observa, necessariamente, o grau nem a área de formação do respectivo profissional como exigência ou critério para ser o diretor da instituição, mas sua competência técnica-administrativa e seu grau de fidelidade aos compromissos, objetivos e métodos definidos.


ESTUDANTES REALIZAM PARALIZAÇÃO

EDUCAÇÃO: Estudantes fazem paralisação em São Caetano-SP contra medida absurda da prefeitura!
Os estudantes da Escola Municipal Prof. Alcina Dantas, em São Caetano do Sul, decidiram cruzar os braços contra a proposta absurda da prefeitura, de reduzir a carga horária de disciplinas como Química, Física e outras matérias em pleno ano letivo. A proposta ainda prevê a redução de línguas estrangeiras,... obrigando os estudantes a abrir mão de uma língua, inglês ou Espanhol.Revoltados com a situação, os estudantes, mobilizados pelo grêmio estudantil, saíram das salas e ocuparam o pátio da escola onde realizaram uma manifestação e discutiram o assunto. Eles não arredaram pé enquanto não receberam uma resposta da diretora que contrariada, foi obrigada pela mobilização a negociar.
Ao final a prefeitura suspendeu temporariamente a proposta e marcou uma reunião entre a direção, estudantes e professores para rediscutir a questão.
 Para Ariane de Souza, secretária Geral do Grêmio estudantil, “É importantíssimo essa mobilização dos alunos, pois essa decisão pode modificar o nosso futuro, a nossa educação. O que os alunos fizeram foi um ato de democracia. A luta continua e não vamos aceitar nenhuma medida que piore o nosso ensino”.
Já para Enrico Gomes, estudante da escola e um dos manifestantes a mobilização valeu a pena: “Eu acho que as manifestações foram muito válidas pois foram elas que nos viabilizaram as respostas, não entendi o porque de tantos ânimos alterados na direção escolar, estávamos defendendo o que é nosso e sem sombra de dúvidas o fizemos com êxito”


E muito mais exigível quando ocupa o cargo de  Diretor/Diretora de Escola implica em missão, mas não apenas ao cumprimento de um dever ou tarefa, como foi o caso “acatar o comunicado da diretoria”.

Não basta administrar a escola pública de forma burocrática. É preciso liderar, influenciar o comportamento dos outros. Influenciando e proporcionando aos participantes do processo, condições para transformar o conceito de escola pública, de escola do governo para escola do povo.

O Diretor de Escola deve estar no centro do processo, liderando, articulando, sendo diferente, reafirmamos e não um “beija mão” a cada novo Administrador Municipal.

E no meio desse “embroglio” ocasionado pelo comunicado vimos atônitos os educadores concursados, sem poderem se manifestar, porque na atual Administração vale a máxima: “não se pode contradizer e/ou ir contra as comunicações oficiais, mesmo que elas sejam totalmente desprovidas  da oportunidade de diálogo ou discordar apresentando alternativas às medidas  públicas adotadas. Um verdadeiro “caça ás bruxas”.

Não é uma Administração adepta à  democracia participativa. 

O currículo do Ensino Médio deve ser resultado de uma construção coletiva de educadores e profissionais da educação municipal, reflexão  sobre o que estudantes precisam aprender, relativamente sobre cada componente curricular, num projeto que atenda às finalidades da formação para a cidadania, subsidiando as instituições educacionais na seleção e na organização de conteúdos  relevantes a serem trabalhados ao longo de cada ano letivo. 

Ensino Médio, etapa final da Educação Básica, tem duração mínima de três anos e por  finalidades o aprimoramento do/a estudante como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico, bem como a preparação básica para o trabalho e a cidadania, entre outras.

Percebe-se assim, que o Ensino Médio tem como objetivo proporcionar a estudantes  uma formação geral que lhes possibilite a continuidade dos estudos e o ingresso no mercado de trabalho.

Devem oferecer ensino médio de excelência:

-   EME Prof.ª Alcina Dantas Feijão  (45 anos) -   oferece aulas de Ensino Fundamental, Médio e cursos técnicos profissionalizantes de Administração, Publicidade, Logística, Contabilidade e Informática.

-   EME Vicente Bastos (Ensino Médio regular desde 2007)

-   EMEFM Arquiteto Oscar Niemeyer  (2012)


É importante compreender que a Base Nacional Comum não pode constituir uma camisa-de-força que tolha a capacidade dos sistemas, dos estabelecimentos de ensino e do educando de usufruírem da flexibilidade que a lei não só permite, como estimula.

Essa flexibilidade deve ser assegurada, tanto na organização dos conteúdos mencionados em lei, quanto na metodologia a ser desenvolvida no processo de ensino-aprendizagem e na avaliação

A reforma curricular do Ensino Médio estabelece a divisão do conhecimento escolar em áreas, uma vez que entende os conhecimentos cada vez mais intrincados  aos conhecedores, seja no campo técnico-científico, seja no âmbito do cotidiano da vida social.

A organização em três áreas:  Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias –tem como base a reunião daqueles conhecimentos que compartilham objetos de estudo e, portanto, mais facilmente se comunicam, criando condições para que a prática escolar se desenvolva numa perspectiva de interdisciplinaridade.

A estruturação por área de conhecimento justifica-se por assegurar uma educação de base científica e tecnológica, na qual conceito, aplicação e solução de problemas concretos são combinados com uma revisão dos componentes socioculturais orientados por uma visão epistemológica que concilie humanismo e tecnologia ou humanismo numa sociedade tecnológica.

O desenvolvimento pessoal permeia a concepção dos componentes científicos,
tecnológicos, socioculturais e de linguagens. O conceito de ciências está presente nos demais componentes, bem como a concepção de que a produção do conhecimento é situada sócio, cultural, econômica e politicamente, num espaço e num tempo. Cabe aqui reconhecer a historicidade do processo de produção do conhecimento. 

Entende-se que a concepção curricular seja transdiciplinar e matricial, de forma que as marcas das linguagens, das ciências, das tecnologias e, ainda, dos conhecimentos históricos, sociológicos e filosóficos, como conhecimentos permitam uma leitura crítica do mundo, estejam presentes em todos os momentos da prática escolar.

A discussão sobre cada uma das áreas de conhecimento será apresentada em documento específico, contendo, inclusive, as competências que os alunos deverão alcançar ao concluir o  Ensino Médio.

Conclusão;  não é por um comunicado “da Diretoria” que se faz a adequação do ensino médio, e muito menos em São Caetano do Sul.


Parabéns aos estudantes indignados do EME Prof.ª Alcina Dantas Feijão   que estiveram à frente da manifestação, numa demonstração de como podemos fazer valer a democracia participativa.